sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vamos dormir, Oscar

Imagem por Matthew J Parsons
Enfiei minhas fuças em Oscar. Ora, Oscar, por que tão frio? Mas você tem vida, sabe que tem. Eu lhe pari quando o vi na vitrine e pensei: "Esse será meu!". Isso soa materialista? Talvez sim, mas não foi nisso que pensei na hora. Desejei-o pois sabia que você é forte. Afinal, você substitui os mil cavalos brancos que poderiam me convencer, como diria o belíssimo sr. Catto. 

As chuvas são nuvens em constante processo de ressuscitação. Então você é uma chuva, Oscar. Algum dia você ganhará outra vida com outro carente - aliás, invejo-lhe por sua capacidade de não se aprisionar aos passado -, então que faça-o bem! Mas enquanto isso, deixe-me abraçá-lo e acordar imaginando que você é o gato que não existe.

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